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Câmara Municipal de Piatã

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Visão Geral

Visão Geral

Bandeira Bandeira do Município
Brasão Brasão do Município
  • Aniversário: 11 de julho
  • Fundação: 11 de julho de 1878
  • Padroeiro (a):Senhor Bom Jesus
  • Gentílio:Piatãense
  • Cep: 46765-000
  • População: 17123 (estimativa)
  • Presidente (a): ()
    -

Cultura

Patrimônios culturais, construídos ainda no século XVII; costumes ancestrais, herdados dos primeiros bandeirantes e garimpeiros; tradições étnicas de remanescentes de quilombos; festas religiosas e populares com seu folclore; culinária típica; até pinturas rupestres, mantidas desde a pré-história, compõem o mosaico cultural do território de Piatã.
Destaques para os monumentos conservados e restaurados da Igreja Matriz do Bom Jesus, de meados do século XVII - a primeira construção da cidade; a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, da mesma época; a capelinha do Senhor do Bonfim, na encosta da Serra de Santana, mais um testemunho secular da arquitetura religiosa colonial.

Geografia

Piatã fica em uma das regiões mais altas do estado, com altitudes entre 1.400 e 1.600 metros, consideradas apropriadas para o café arábica, que tem uma melhor fixação de aroma e sabor quando cultivado nessas condições. Por isso, a bebida produzida na região alcança uma alta qualidade.
Décadas após intensa exploração e o esgotamento de suas jazidas de ouro e diamantes, a economia de Piatã passou a sustentar-se numa pecuária extensiva e, com a inauguração da rodovia Rio-Bahia, no turismo, graças à sua belíssima paisagem. Nos anos recentes, um novo tesouro vem sendo lapidado e a geografia econômica vem sendo reescrita pelas pequenas, e muito preciosas, lavouras de café.
Em Piatã, os produtores cultivam café arábica nas alturas; o esmero na colheita e o preparo dos grãos, através da cuidadosa secagem, torrefação e moagem, tem garantido a excelência da qualidade dos cafés, traduzida na conquista de prêmios no país e no reconhecimento de clientes estrangeiros.
Os grãos, cultivados em seus vales exuberantes, vêm se distinguindo pela sua rara qualidade. Os resultados se devem, em grande parte, a um manejo na colheita pouco comum nos demais estados produtores do Brasil. A cena marcante nos sítios piatãenses é a dos trabalhadores apanhando os frutos de café, cuidadosamente, grão a grão.

População

No início do século XVII, com a descoberta de grandes jazidas de ouro junto à serra de Santana, foi construída num Planalto, formado no vale das duas serras (Santana e Tromba), uma igreja com paredes e portais em pedras lavradas e, posteriormente, em torno desse templo, formou-se uma pequena povoação. Muitos foram os bandeirantes que se aventuraram pelos sertões do Rio de Contas e se confrontaram com os gentios que infestavam a região.
Portanto, pode-se afirmar que a população de Piatã começou a ser formada com a mistura de portugueses, indígenas e negros, fugidos e escravos.
Hoje, a população está em torno de 20 mil pessoas, uma estimativa porque o IBGE estimou a população em torno de 18.000 pessoas, em 2018.

Clima

Piatã é a cidade mais alta e fria do estado da Bahia, assim como de toda a Região Nordeste com 1.268 metros. O município tem um clima tropical de altitude e é classificado, na escala climática internacional de Köppen, como Csb, por apresentar chuvas no inverno e um verão menos chuvoso. Suas temperaturas chegam a 5º C no inverno.
Frio (de montanha) na sede - muito parecido com o europeu.
Semi-árido no distrito de Cabrália.
Quente e úmido no distrito de Inúbia.
Temperatura - Devido à influência da altitude, principalmente na sede, a temperatura é baixa com média no inverno de 12°, sendo o mês mais frio o de junho. No verão, o mês mais quente é janeiro com a temperatura de 33°C.
A temperatura mais baixa registrada, até hoje, em Piatã, foi de 1,2°C no mês de agosto.

História

Contam os historiadores que a fundação do povoado mais velho da Chapada Diamantina se deu das paragens do movimento expansionista do século XVII, resultantes da penetração dos bandeirantes pelos sertões do Rio de Contas, quando subiam o rio à cata de pedras preciosas e, principalmente, do ouro, junto às serras de Santana e da Tromba, onde havia negros amocambados desde 1680.
Dentre muitos nomes de bandeirantes, destacamos Pedro Barbosa Leal, como sendo encarregado pelo vice-rei, o Conde de Sabugosa, de abrir um caminho ligando Rio de Contas a Jacobina. Também conta a história que o capitão-mor Antônio Veloso da Silva, que provavelmente era português, teve intensa atuação nos Sertões da Bahia, com ordem do Governo Baiano para combater índios bravos e negros fugidos. Em 1732, foi imbuído da missão de descer o Rio de Contas e conduzir o material da casa de fundição que seria erguida, além de abrir um melhor caminho para aquelas minas. Em 1738, o bandeirante travou um violento combate com os índios, num determinado trecho do rio, fundando ali uma fazenda de gado (hoje Jussiape).
Foi numa expansão descontrolada e silenciosa que fizeram chegar levas de homens com ambição de riqueza no povoado que apresentava progresso e recebia o nome de Bom Jesus dos Limões, pertencente ao município de Minas do Rio de Contas. O distrito de Bom Jesus dos Limões foi criado pela lei provincial nº 169 de 25 de maio de 1842, depois teve seu território desmembrado pela lei nº 1813 de 11 de julho de 1878 com a denominação de Bom Jesus do Rio de Contas.
Em 29 de janeiro de 1916, a lei municipal de nº 31 criou o distrito de Ipiranga (hoje Inúbia). Em 8 de julho de 1931, com o decreto estadual nº 7479, Bom Jesus do Rio de Contas passava a se denominar Anchieta. Já em 1934, no dia 29 de maio, o decreto lei estadual de nº 8940 cria, na sede do Arraial de Cana Brava dos Gatos, o distrito de Cabrália. Em 31 de dezembro de 1943, o decreto lei estadual nº 141 deu o nome ao município e à sede que passou a se chamar pelo topônimo de Piatã.

Turismo

Situado num planalto entre as serras da Tromba e de Santana, Piatã é um lugar cheio de riquezas naturais surpreendentes, um paraíso que começa a descobrir seu potencial para o turismo histórico, ecológico, religioso e dos esportes de aventura.
Povoação das mais antigas da Chapada Diamantina, possui patrimônios culturais, construídos ainda no século XVII, pinturas rupestres, trilhas, serras, cachoeiras, entre outras maravilhas da natureza que constituem um cenário pitoresco. Para atender os turistas, Piatã conta com pousadas acessíveis e guias especializados para passeios nas trilhas.
No momento, Piatã está se preparando para assumir a atividade econômica do turismo, através de equipamentos para atender visitantes e formação de pessoal, prestador de serviços turísticos.

Letra do Hino

Piatã não possui um Hino oficial, porém, uma canção vem sendo usada como um hino informal do município e de seus habitantes.

Áudio do Hino